Embora a semântica das palavras nos remete a estar só, a subjetividade e o sentimento que cada uma carrega, divergem, e são antagônicas.
Solitude é um isolamento voluntário. Essa expressão foi muito usada por Paul Tillich, que associou o termo à "glória e felicidade de estar sozinho".
Na solitude, conseguimos entrar em contato com nosso mundo interno, colocar os pensamentos em ordem e observar o significado das nossas emoções. Na solitude que a criatividade emerge, que olhamos para dentro sem filtros ou intervenção do exterior.
Se para você estar sozinho é difícil, isto é sentimento de soliďão. Se estar sozinho, é prazeroso e gratificante, logo, é solitude. É fato que cada um de nós sente isso de maneira diferente. Culturalmente, ficar só, tem a representação negativa. Não só por ser preterido, mas porque está associado à tristeza. Atualmente é também errado ficar triste, pois é sinal de fraqueza.
Segundo Tillich, solitude é diferente de solidão. Bem, mas o que é solitude, de fato? Por que ela pode ser vantajosa para nós? E, ainda, em quais aspectos ela se difere da solidão? Responderemos todas essas questões tão filosóficas-existenciais-essenciais ao longo das próximas linhas. É só seguir! O que é solitude? Solitude é um isolamento voluntário. Tillich defendia que é apenas quando estamos sós que conseguimos entrar em contato com nosso mundo interno, colocar os pensamentos em ordem e observar o significado das nossas emoções. Para Tillich, é preciso encontrar beleza no silêncio e na tranquilidade trazida por ele
Vemos alguns exemplos, principalmente de compositores, escritores e pintores a necessidade da solitude. É só nessa condição que muitos conseguem a capacidade criadora e artística fluir.
Então a percepção e o sentimento de estar só, depende do indivíduo. Nem sempre quem está só, sofre com a solidão. Você também se beneficia da solitude para explorar sua capacidade criativa? Ou sente o vazio emocional da solidão?
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